26/7/09
Vanguarda de ser
[Como o Terra não me permitiu colocar a imagem, fica o link:
http://tv1.rtp.pt/antena2/images/articles/784/2481d4736b452823c0a89c5e509771a8.JPG ]
Não me perguntem bem como as coisas aparecem no meu pensamento. Elas simplesmente aparecem. Às vezes eu acho que ideias têm vida própria.
Eu estava pensando essa semana sobre a sociedade em que vivemos. É certo que desde que o mundo é mundo, o conceito de liberdade é discutido e “essa tal liberdade” é buscada, mas nunca se chegou a um consenso.
Eu tenho para mim que liberdade é saber fazer uso da liberdade, caso contrário, perdemos a liberdade que temos. Ser livre para mim, não significa não estar presa em um lugar. Significa escapar das armadilhas que a busca desenfreada da liberdade pode armar.
Tenho observado um certo desespero nas pessoas para serem sempre completamente diferentes das outras pessoas “presas”. Muitas buscam no visual a diferença, outras tantas se cercam de opiniões equivocadas e se tornam meras repetidoras de crenças que não são as suas, mas que de alguma maneira agridem e os destacam dos demais do seu grupo. A única coisa que não percebem, é que quanto mais diferente você quer ser, mais igual você se torna.
E essas tentativas são normalmente muito desastradas e trazem prejuízos para as pessoas e a sociedade. Essa busca de liberdade fere padrões legais e morais do grupo e causa desequilíbrio geral.
Selecionar idéias, classificá-las e descartá-las é processo normal da mente, não constituindo vergonha alguma estar de acordo com parâmetros considerados antigos pelos “modernos libertários”, desde que isso esteja perfeitamente claro na SUA mente.
Eu estou falando isso tudo, porque sinto que é cada vez mais difícil ser eu mesma em uma sociedade cheia de regras para não aceitação de regras. Eu sou diferente das pessoas que acham que liberdade é estar sempre buscando a liberdade.
Uma pessoa realmente livre precisa perder o tempo de sua vida e os esforços de seu ser buscando algo que já tem?
Isso para mim representa a verdadeira vanguarda, pois eu não aceito ser diferente do que sou. Ser eu mesma é muito mais difícil do que me deixar moldar pela opinião dos outros. E não foram poucas as vezes em que fui solicitada a fazer isso, seja por ter religião, seja por não gostar de drogas entre outras coisas.
Deixar-se moldar pela opinião alheia é estar preso ao que os outros pensam, querer fugir de afetos e implicações é estar preso a limitações, depender de fatores externos para ter equilíbrio é estar preso a esses fatores.
E preso é antônimo de livre.
Beijos e até a próxima semana.
Drikka
criado por dri.mo
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