Minha retina

Reflexões sobre as imagens que chegam aos meus olhos.

3/2/09

A garota do adeus

 

Desculpem o post novo só sair hoje. Eu passei mal no final de semana e voltei ao trabalho meio enrolada. Hoje tenho tempo e estou escrevendo.

Como vocês sabem, ninguém pede um chope e duas folhinhas de alface e eu entro de cabeça naquelas delícias suicidas que servem nos bares da cidade. Não foi nada grave, graças a Deus. Eu é que tenho que me conformar que meu organismo é sensível às orgias gastronômicas.

Mas o assunto que queria escrever hoje não é esse e vocês já devem ter notado pelo título.

Eu andei há um tempo atrás meio estranha, meio surtada sem saber bem o que estava acontecendo. Humor instável (aquele tipo de humor que faz a gente ouvir aquela piadinha machista e nojenta que é falta de namorado) e calada (o que absolutamente não é normal em mim), eu estava realmente triste e não sabia bem porque razão.

Mas como não me conformo que coisas aconteçam dentro de mim e eu não saiba explicar, fui buscar uma razão. Achei uma delas.

Há umas duas semanas uma amiga de 20 anos se mudou. Fiquei super feliz, pois ela há muito tempo vinha batalhando para comprar o cantinho dela e conseguiu. Só que a ida para tão longe (Niterói) remexeu uma referência afetiva da infância que estava guardada, mas não esquecida.

Quando eu tinha uns 9 anos, minha melhor amiga se mudou. Companheira de brincadeiras, conversas e travessuras, ela foi morar no Méier. A distância entre o Méier e a Vila da Penha parecia instransponível, pois longe de criança é relativo e naquela época, pelo menos para mim, o Méier era quase uma viagem à Austrália.

Levei muito, mas muito tempo mesmo para me ajustar. A família toda (avó, avô) foi junto e ficamos realmente sem ter o mesmo contato. Em princípio nos ligávamos, mas a vida vai ganhando novo ritmo e acabamos por nos afastar.

Desse tempo guardei a sensação de tristeza. Não que eu estivesse só, tinha outros amigos, tinha (como tenho até hoje) minha família, mas a lacuna ficou. Tanto ficou que ao me encontrar em situação similar, a memória reconheceu e a tristeza voltou.

Nunca desisti de saber por onde ela andava e agradeço ao Orkut, pois consegui reencontrá-la. Casada, com dois filhos lindos, voltamos a ter contato. Descobri que para ela a lacuna também ficou.

Sei que meus fiéis leitores (pretensão) preferiam um post divertido, mas ainda estou em convalescença e de dieta, o que altera meu humor. Eu gosto de salada, mas comer um arbusto todo dia, eu não agüento. Tenho que variar. Além disso, queria dividir essa lembrança com vocês.

Prometo que assim que a dieta acabar, eu tomo um chope e melhoro.

Beijocas e até a próxima semana.

Drikka

criado por dri.mo    22:20 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Isso mesmo, Adriane
    Amigo, mas amigo mesmo, é para ser tratado a pão-de-ló
    Cuide bem dessa amizade

    [ ]s do Freitas

    Comentário por Freitas — 3 03UTC fevereiro 03UTC 2009 @ 22:49

  2. Oi Drikka, fico feliz que tenha encontrado o que te incomodava, infelizmente faz parte da vida as perdas, aprendemos a conviver com elas mas sempre faz estragos. Força e nesse caso de Niterói é longe mas….somente uma ponte separa vocês.

    Linda semana.

    Comentário por Alice — 8 08UTC fevereiro 08UTC 2009 @ 21:07

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